
Com apenas 25 dias de vida, o pequeno Henrique Audric foi internado em estado gravíssimo no Hospital Rio Solimões, da Hapvida, em Manaus, após ser diagnosticado com bronquiolite, pneumonia e infecção generalizada (sepse). Encaminhado imediatamente à sala vermelha, o recém-nascido precisou ser intubado e submetido a protocolos intensivos de estabilização. Após dias de tratamento e acompanhamento rigoroso, recebeu alta sem sequelas respiratórias ou físicas.
O nascimento de um filho costuma ser marcado por descobertas e aprendizados diários, especialmente para mães de primeira viagem. Para Aline Rosa dos Santos, a experiência ganhou contornos de urgência e medo quando percebeu que o que parecia ser apenas um desconforto comum escondia um quadro clínico grave. O instinto materno, aliado ao rápido acesso à assistência médica, foi decisivo para mudar o rumo da história.
A chegada ao hospital deu início a uma verdadeira corrida contra o tempo. A equipe médica identificou rapidamente a gravidade do quadro e iniciou os protocolos emergenciais para estabilizar o bebê. A intubação foi necessária para garantir a oxigenação adequada e preservar suas funções vitais. Além disso, Henrique precisou permanecer em isolamento rigoroso, com controle inclusive do toque físico, para evitar estímulos excessivos e reduzir riscos durante a fase crítica.
“Tive que aprender, muito rapidamente, o que significavam termos como saturação e frequência cardíaca. Foi tudo muito intenso. Como mãe, a gente se sente pequena diante da situação, mas em nenhum momento duvidei da capacidade da equipe. Confiamos nos médicos e profissionais que cuidaram dele, e isso fez toda a diferença”, relembra Aline.
A transparência e a comunicação constante da equipe multiprofissional foram apontadas pela família como diferenciais durante o período de internação. Médicos e enfermeiros mantiveram os pais informados sobre cada procedimento, evolução clínica e próximos passos do tratamento.
“Fomos recebidos com total atenção. Éramos informados de cada passo dado, o que me trazia conforto porque não ficava com dúvidas; elas eram tiradas na hora. Creio que a medicina faz a parte dela, mas Deus faz o impossível. Cada dia vencido é uma vitória, cada pequena melhora é um milagre. Mesmo quando tudo parece escuro, há luz sendo preparada. Milagres existem, meu filho é a prova viva disso”, conclui Aline.
Evolução clínica de Henrique
Conforme a médica Helem Cristina Silva, pediatra da Hapvida, a resposta clínica de Henrique foi considerada muito positiva diante da gravidade do quadro apresentado na admissão. A especialista explica que a associação de bronquiolite, pneumonia e sepse em um recém-nascido exige intervenção imediata e monitoramento contínuo, devido ao risco de rápida descompensação respiratória e sistêmica.
“Apesar de ser um caso delicado, ele respondeu de forma satisfatória ao tratamento antimicrobiano, ao suporte ventilatório e a todas as medidas intensivas adotadas desde as primeiras horas. A atuação integrada da equipe foi fundamental para estabilizar o quadro e garantir uma recuperação segura”, destaca a médica.













