As críticas de bolsonaristas se intensificaram após a piada de Adnet - Foto: Reprodução
A CazéTV passou a ser alvo de ataques e de uma campanha de boicote por parte de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro(PL) após uma piada feita pelo humorista Marcelo Adnet no último domingo (20).
A declaração ocorreu durante o programa “Copazona”, transmitido no canal, e ironizou a operação da Polícia Federal realizada dois dias antes na casa do ex-mandatário.
Adnet brincou que a PF teria invadido os estúdios da CazéTV e descoberto um pen drive com o nome da verdadeira dona do canal, em alusão a rumores de que a plataforma pertenceria à Rede Globo.
As críticas de bolsonaristas se intensificaram após a piada de Adnet, mas a insatisfação com o canal já era registrada anteriormente.
Durante a cobertura dos Jogos Olímpicos de 2024, a CazéTV foi criticada por parte desse público em razão de comentários considerados alinhados a pautas identitárias.
Um episódio específico envolveu uma blogueira que comentou rumores sobre atletas de vôlei, o que provocou reações negativas entre conservadores.
O posicionamento político de Casimiro também é citado entre os motivos dos ataques. Durante as eleições presidenciais de 2022, ele declarou voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno e afirmou: “Se Bolsonaro está de um lado, eu estou do outro”. A declaração provocou atrito com apoiadores do ex-presidente.
Após a piada de Adnet, perfis de direita passaram a incentivar o boicote ao canal. Publicações no X (antigo Twitter), como a de @Ottoni_3101, chamaram a CazéTV de “lixo” e alegaram que o canal utiliza o humor para atacar Bolsonaro.
Outro usuário, @cnrdorj, associou a piada à “perseguição política” contra o ex-presidente. Apesar disso, não houve variação significativa no número de inscritos do canal, segundo observações feitas por internautas.
Além da reação negativa, parte do público reagiu ironizando a campanha de boicote. Usuários do X como @lucianocarvaIho classificaram as críticas como contradições de quem defende liberdade de expressão, mas se opõe a conteúdos que não condizem com suas posições políticas.
Até o momento, Casimiro e a CazéTV não se pronunciaram oficialmente sobre a campanha de boicote. A programação do canal segue focada em transmissões esportivas.
A operação também não divulgou qualquer alteração nos contratos com patrocinadores ou nos planos de cobertura para eventos futuros, como a Copa do Mundo de 2026, cujos direitos de transmissão exclusivos no Brasil foram adquiridos pela plataforma.
Os ataques à CazéTV se inserem em um contexto de polarização política acentuado desde as eleições de 2022 e os episódios de 8 de janeiro de 2023.
Em diferentes ocasiões, bolsonaristas já organizaram campanhas contra a Rede Globo, o Supremo Tribunal Federal e políticos considerados aliados que destoaram da linha mais radical.
A CazéTV foi criada em novembro de 2022 por Casimiro Miguel, em parceria com a LiveMode, e desde então se consolidou como um dos principais canais de esportes no ambiente digital brasileiro.
O canal transmite eventos como a Copa do Mundo, os Jogos Olímpicos e a Libertadores, e conta com mais de 22 milhões de inscritos no YouTube. Segundo informações divulgadas, a operação é independente e recebe aportes de fundos como General Atlantic e XP Private Equity.
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