Deslizamento de terra deixa casas à beira de um penhasco em Niscemi, Sicília, Itália - Foto: Danilo Arnone / Reuters

Casas na cidade siciliana de Niscemi, no sul da Itália, ficaram à beira de um precipício após um deslizamento de terra provocado por chuvas extremas que atingiram a região.

O município tem cerca de 25 mil habitantes e está situado em um planalto que, segundo as autoridades locais, está gradualmente desmoronando. Mais de 1.500 pessoas tiveram que ser evacuadas.

Edifícios ficaram suspensos na borda depois que grandes seções da encosta cederam. Um carro ficou parcialmente projetado sobre o abismo.

“Sejamos claros: há casas à beira do deslizamento que estão inabitáveis”, disse o chefe da defesa civil local, Fabio Ciciliano, acrescentando que moradores das áreas afetadas seriam permanentemente realocados.

“Depois que a água escoar e a seção em movimento parar ou desacelerar, será feita uma avaliação mais precisa. O deslizamento ainda está ativo”, afirmou.

As evacuações repentinas em Niscemi geraram ansiedade e raiva entre alguns moradores.

“Me disseram que tenho que sair, mesmo não tendo nada [desmoronando] na casa ou embaixo dela”, disse Francesco Zarba. “Tivemos o primeiro deslizamento de terra há 30 anos, e ninguém nunca fez nada.”

Na segunda-feira (26), o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni declarou estado de emergência para as regiões de Sicília, Sardenha e Calábria, que foram atingidas por uma violenta tempestade na semana passada.

As chuvas foram consequência da passagem do ciclone Harry, que causou estragos no Mediterrâneo. Ventos e ondas fortes provocaram ressaca intensa, sobrecarregando as defesas costeiras e destruindo casas e negócios.

Eventos climáticos extremos, intensificados pela mudança climática, tornaram-se mais frequentes na Itália nos últimos anos. Inundações devastaram cidades em todo o país, matando dezenas de pessoas e ampliando os riscos de deslizamentos de terra e enchentes também em áreas historicamente menos expostas.

O governo italiano reservou 100 milhões de euros (R$ 625 milhões) para as necessidades iniciais das áreas mais atingidas pela recente tempestade. Mas autoridades locais estimam que os danos ultrapassem 1 bilhão de euros (R$ 6,2 bilhões).

*Com informações de Folha de São Paulo