O deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) se reuniu com Rodrigo Agostinho, presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para discutir a estratégia de enfrentamento às queimadas no Amazonas, os impactos da fumaça na saúde da população e medidas para fortalecer a atuação integrada entre órgãos federais, estaduais e municipais.
Na reunião, Amom propôs a realização de um seminário na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, a ser organizado tão logo o colegiado seja reinstalado, com o objetivo de reunir instituições responsáveis por prevenção, fiscalização, combate a incêndios florestais, saúde pública e defesa civil. A intenção é transformar o tema em agenda permanente, com encaminhamentos práticos antes do período mais crítico.
A proposta prevê a participação de representantes dos ministérios do Meio Ambiente, Justiça e Segurança Pública, Saúde e Defesa, além de Ibama, órgãos de fiscalização e proteção ambiental, Governo do Amazonas, prefeituras, Defesa Civil estadual e municipal, Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado, organizações indígenas e demais atores envolvidos.
Segundo o deputado, a reunião parte de um diagnóstico recorrente: as queimadas se intensificam em áreas rurais e periurbanas e, em seguida, a fumaça se espalha por centros urbanos, com reflexos diretos em atendimento médico, rotina de trabalho e segurança da população. Para Amom, a resposta não pode ficar restrita à reação emergencial.
“É um assunto que volta todos os anos. Quando a crise estoura, as instituições correm atrás do prejuízo. O seminário é para antecipar: colocar todo mundo na mesma mesa, alinhar responsabilidades e tirar decisões objetivas para prevenir antes do fogo virar fumaça na cidade”, afirmou.
Prevenção, coordenação e maturidade institucional
Durante a conversa, Rodrigo Agostinho destacou que a dificuldade de integração entre órgãos e níveis de governo não é exclusiva do Amazonas, mas um desafio nacional. Também apontou que incêndio florestal exige preparo específico, logística e uma cultura de gestão preventiva, não apenas resposta quando o desastre já está instalado.
Amom defendeu que o foco seja o “pré-fogo” — com planejamento, prevenção, presença territorial e ações coordenadas — e se colocou à disposição para construir uma parceria de longo prazo que permita fortalecer estruturas e práticas permanentes, em vez de depender exclusivamente de medidas emergenciais.
Estrutura do Ibama no Amazonas e presença no interior
A agenda também incluiu a situação da estrutura administrativa e física do Ibama no Amazonas, com menção à necessidade de projetos técnicos e melhorias para ampliar capacidade operacional. Rodrigo Agostinho relatou esforços para reforçar equipes administrativas e organizar condições para contratação de projetos, buscando dar mais previsibilidade às intervenções.














