Iniciativa reforça a educação em saúde e leva informações essenciais à comunidade - Foto: Assessoria
A Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itacoatiara realizou no município ações de orientação voltadas ao uso seguro e ao descarte consciente de medicamentos. As atividades foram realizadas na Unidade Básica de Saúde (UBS) Santo Antônio. Os pacientes receberam informações sobre como lidar corretamente com remédios vencidos ou em desuso, um tema de grande relevância para a saúde coletiva e para o meio ambiente.
Durante as atividades, os participantes aprenderam que o descarte inadequado pode gerar sérios impactos. Jogar medicamentos no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário pode contaminar solo, rios e lençóis freáticos, além de colocar em risco pessoas e animais que tenham contato com esses resíduos.
O uso de remédios guardados por longos períodos também é perigoso, já que produtos vencidos podem perder eficácia ou causar intoxicações. Apesar disso, o levantamento realizado pelos estudantes de Medicina da Afya, antes da intervenção, revelou que 81,48% dos usuários não sabiam qual era a forma correta de descarte, e 92,59% nunca tinham recebido orientações sobre o tema. A maioria, 66,67%, confessou guardar medicamentos para uso futuro, reforçando a urgência de ações educativas.
De acordo com a diretora da Afya de Itacoatiara, Soraia Tatikawa, a experiência com as ações realizadas evidencia o papel estratégico da Atenção Primária, na promoção de hábitos responsáveis. “Pequenas ações podem gerar grandes impactos. Procuramos reforçar sempre o nosso compromisso institucional com a promoção da saúde e a educação em boas práticas”, reforça.
A professora coordenadora do projeto, Francenilda Gualberto, ressalta que é fundamental manter iniciativas contínuas para consolidar mudanças de comportamento. “Iniciativas como essa aproximam a instituição da comunidade, fortalecendo a formação dos estudantes e estimulando ações de responsabilidade socioambiental. O descarte correto de medicamentos é um gesto simples, mas fundamental para construir uma cidade mais saudável, consciente e sustentável”, acrescenta.
Ao final das atividades, disse ela, todos os participantes afirmaram compreender melhor o processo de descarte e se comprometeram em adotar práticas seguras.
Como a cidade ainda não conta com um serviço público estruturado para recolhimento de resíduos farmacêuticos, o projeto indicou à comunidade os pontos de coleta existentes, como as farmácias Pague Menos. A parceria com a rede de farmácias permitiu demonstrar, na prática, como realizar o procedimento corretamente, utilizando um totem cedido para a dinâmica educativa.
O público foi informado de que podem ser descartados comprimidos, cápsulas, xaropes, soluções líquidas, pomadas, frascos, bulas e embalagens. Já materiais perfurocortantes, como agulhas e seringas, exigem destinação diferenciada, geralmente indicada pelas unidades de saúde.
A ação também apresentou à população o sistema nacional de logística reversa de medicamentos, que prevê que remédios descartados nos pontos de coleta sejam encaminhados para tratamento ambientalmente seguro, como incineração ou unidades licenciadas de aterro industrial. Assim, além de orientar sobre onde descartar, o projeto explicou o que acontece após a entrega, reforçando a importância da participação de cada cidadão para manter o ciclo adequado e reduzir riscos. A ação foi concluída e, com articulações em andamento, para proposição de um Procedimento Operacional Padrão – POP.