No primeiro dia de retorno dos trabalhos legislativos, o deputado estadual Adjuto Afonso (União Brasil) expressou preocupação com a severa estiagem que está afetando o interior do Amazonas este ano. Durante seu pronunciamento, o parlamentar destacou que a situação já prejudica diversos municípios, especialmente na calha dos rios Madeira e Purus, essa última, região de origem do deputado, como Pauini (distante a 924.19 quilômetros de Manaus), e os demais daquela localidade. Ele solicitou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a dragagem no rio Purus.
Os municípios do Purus, destacando também que Boca do Acre (a 1.026.73 quilômetros) e Lábrea (a 853 quilômetros) são bastante afetados pelo período.
“Hoje, bem cedo, recebi informações de comerciantes e prefeitos desses municípios sobre a preocupação com o abastecimento, especialmente do município de Pauini. Produtos alimentícios de primeira necessidade, que vêm do Acre, estão enfrentando dificuldades para chegar,” relatou Adjuto Afonso.
Segundo o deputado, esses produtos são transportados via Boca do Acre, pela BR-317, e, em seguida, em pequenas balsas até Pauini.
“Em condições normais, esse trajeto levaria de 4 a 5 horas. No entanto, hoje, devido à estiagem, está levando de 4 a 5 dias. Essa situação está gerando uma grande preocupação entre os prefeitos, comerciantes e a população local,” explicou.
Adjuto Afonso mencionou que já existem algumas ações em andamento, como a dragagem do rio Madeira pelo DNIT, iniciativa do Governo Federal. No entanto, enfatizou a necessidade de estender as ações a outros rios da região.
“Esta é a segunda estiagem severa consecutiva, e não podemos continuar aguardando que a situação se repita no próximo ano. Por isso, solicitei ao DNIT que estude a possibilidade de realizar a dragagem no rio Purus, principalmente no trecho entre Boca do Acre e Pauini”, declarou o deputado.
O parlamentar explicou que até Boca do Acre, a navegação ocorre com dificuldades, mas ainda é viável. “Já entre Pauini e Boca do Acre, a dificuldade é muito maior. Precisamos antecipar as ações para o próximo ano, com dragagem e sinalização adequadas naquela região, para evitar problemas de abastecimento cada vez mais graves,” concluiu Adjuto Afonso.
