Pedro, atacante do Flamengo - Foto: Divulgação / Flamengo
Quase dois meses depois do soco do ex-preparador de Jorge Sampaoli no atacante Pedro, o Flamengo vê o time desabar no momento mais importante da temporada. Se antes o time já não vivia grande momento, o clube viu o aproveitamento cair de 67,9% até a agressão para 45,45% depois do ocorrido.
Afeta?
O soco na Arena Independência foi somente o primeiro episódio de agressão no Flamengo, que agora ainda soma a briga entre Gerson e Varela e a confusão entre Marcos Braz e um torcedor.
Há um entendimento nos bastidores que essa confusão com Pedro foi um marco dentro do clube, uma espécie de virada de chave, mas para o lado negativo. Algumas pessoas esperavam que a diretoria agisse de maneira mais firme e até contavam com a saída do treinador, o que não aconteceu. As rusgas ficaram.
Antes do empate com o Goiás, Sampaoli admitiu que os repetidos casos de violência afetam o time. Ele nem tentou esconder o ambiente complicado dentro do clube.
“São coisas que vão incomodando o trabalho do time no campo. Há um grau alto de agressividade, contaminação, exigência. O time tem que jogar pensando no futebol, sem apuros, sem nervosismos. Se não, não aparece a criatividade, mas sim os problemas. Nesse caminho temos que tentar trocar para chegar a um bom fim” disse Sampaoli
Os números
Sampaoli estreou no Flamengo em 19 de abril e fez 38 jogos até o presente momento.
Antes do episódio, o Flamengo somava 16 vitórias com o argentino em 27 jogos. Foram também sete empates e quatro derrotas, com 53 gols marcados e 26 sofridos. O aproveitamento era de 67,9%.
Depois do soco, o Fla fez 11 jogos e venceu somente quatro. Foram quatro derrotas e três empates, além de nove gols marcados e 14 sofridos. O aproveitamento é de 45,45%.
O técnico teve um início tímido, mas depois a equipe teve uma sequência de 14 vitórias, seis empates e só uma derrota em 21 jogos. Apesar de algumas atuações ruins no período, como a goleada sofrida para o Red Bull Bragantino, os resultados vieram com a classificação às oitavas da Libertadores e até o primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil.
Depois do episódio, o Fla venceu o primeiro jogo com o Olímpia e depois só caiu. Apesar da vaga na final da Copa do Brasil, foi eliminado da Libertadores, somou atuações ruins e perdeu o primeiro jogo da final da Copa do Brasil.
Controle do time
Jorge Sampaoli admitiu em outras oportunidades que o time ainda não está como ele deseja. Jogo após jogo, mesmo com uma final batendo na porta, o treinador ainda aponta várias necessidades de melhora.
Com uma relação distante com todos dentro do clube, o argentino garante ter controle sobre o time que vai entrar em campo. Ele, porém, admite que não tem – e nem deseja ter – domínio sobre o ambiente pesado que se forma do lado de fora.
“Eu tenho o comando do time que joga aqui, o que acontece fora não me interessa e eu não comando. São fatos isolados. Não tenho como controlar isso. O diagnóstico que vejo é que o Flamengo ganhou muitas coisas nos últimos anos e essa temporada foi complicada. Muito complicada antes da minha chegada, tivemos um tempo de crescimento e agora caímos um pouco. É uma pressão muito grande, muito nervosismo. Isso passa para o jogo, passa para a maneira de resolver uma jogada, há muita tensão. Isso não ajuda.” afirmou Sampaoli.
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