
O Irã apresentou aos Estados Unidos na quinta-feira (24) uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz em um prazo de sete dias. De acordo com o plano, apresentado pelo chanceler iraniano Abbas Araghchi durante reunião com embaixadores e representantes diplomáticos estrangeiros em Teerã, após a reabertura de Ormuz, os países retomariam as negociações sobre o programa nuclear iraniano.
O Irã propõe também a suspensão do bloqueio naval americano aos portos iranianos, o alívio das sanções sobre as vendas de petróleo do país e um cessar-fogo que inclua o Líbano, entre outras condições.
De acordo com agências internacionais, o plano foi transmitido ao governo de Donald Trump por meio de mediadores, com o anúncio de que Teerã está pronto para começar a colocá-lo em prática assim que Washington concordar com seus termos.
Ainda segundo o chanceler Araghchi, “seria melhor” se um acordo fosse alcançado antes das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos.
As condições
Pelas condições apresentadas por Teerã, todas as hostilidades no Oriente Médio seriam interrompidas durante os sete dias, inclusive no Líbano; os Estados Unidos liberariam ativos iranianos congelados, estimados em pelo menos US$ 12 bilhões; concederiam isenções às sanções sobre as vendas de petróleo do Irã; e encerrariam o bloqueio naval contra o país. No sétimo e último dia, Teerã reabriria o Estreito de Ormuz.
Trump tem declarado o que seu principal objetivo é impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear e que pretende alcançá-lo por meio de um acordo diplomático ou de novos ataques.
Na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, no começo desta semana, ele ameaçou o Irã com a “aniquilação” caso o país não chegasse a um acordo.
Golfo busca acordo sobre Ormuz
O porta-voz da Guarda Revolucionária afirmou que o fim das hostilidades no Iêmen está entre as exigências do Irã, mas não há confirmação sobre a inclusão do conflito com os houthis na proposta. A Arábia Saudita, que antes sinalizava apoio às negociações, agora está cética após avanços dos houthis no litoral do Mar Vermelho e um ataque a um oleoduto saudita.












