O lançamento do livro infantil “Clotilde”, do escritor Wallace Abreu, ganhou uma programação especial nesta semana, com ações de distribuição gratuita de exemplares para estudantes da rede pública de ensino. A iniciativa promoveu encontros entre o autor e jovens leitores, além de apresentar as diferentes formas de acesso à obra, incluindo edição em Braille e audiobook.
“Clotilde” é um projeto contemplado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio do Banco da Amazônia e realização do Ministério da Cultura. A primeira ação foi realizada na quinta-feira (17), na EETI Professora Maria Arminda Guimarães de Andrade, no bairro Coroado, zona Leste. Mais de cem alunos, do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental 1, participaram da atividade, que contou com a distribuição gratuita do livro e um momento de interação com o escritor.
Já nesta sexta-feira (18), a programação aconteceu no Clube do Trabalhador do Sesi, no bairro São José 1, também na zona Leste. A atividade foi destinada aos estudantes do Ensino Fundamental 1 da Escola de Referência Dra. Emina B. Mustafa e integrou as ações do Festival de Cultura do Sesi. Ao todo, mais de 200 exemplares da obra foram distribuídos gratuitamente.
Em “Clotilde”, a personagem que dá nome à história é uma cachorrinha abandonada ainda filhote, deixada dentro de uma caixa de papelão na porta da casa de Bebeth e Simão. Acolhida pelo casal e tratada como filha, ela passa a viver cercada de carinho e atenção. A rotina, porém, muda com a chegada de Tiquinho, o novo integrante da família.
A partir daí, Clotilde percebe mudanças na dinâmica da casa e começa a sentir a falta de atenção que antes recebia. A narrativa acompanha as tentativas da personagem de encontrar novamente seu espaço na família e, ao mesmo tempo, aprender a lidar com os sentimentos diante das transformações. A história propõe uma reflexão sobre acolhimento, pertencimento e a importância de cultivar o amor e o cuidado ao longo do tempo.
Para o estudante José Alberto, de 9 anos, do 3º ano do Ensino Fundamental, o encontro com o autor foi uma oportunidade de conhecer mais sobre o processo de criação literária. O menino, que também escreve e já possui livros publicados, destacou a troca de experiências com Wallace.
“Gostei de conhecer o trabalho do escritor e saber um pouco mais sobre o processo dele de escrita, da construção da obra, dos personagens e da ilustração. Com certeza, eu pude aprender muito mais sobre esse universo, que vai me acrescentar muito e contribuir para meu amadurecimento como escritor também”, afirmou.
Literatura acessível
Durante as atividades, os estudantes também conheceram as modalidades inclusivas de “Clotilde”, com a apresentação da edição em Braille e do audiobook. Para Wallace Abreu, ampliar as possibilidades de acesso à obra é parte fundamental do projeto.













