O ministro da Fazenda, Fernando Haddad - Foto: Lula Marques / Agência Brasil

Candidato ao governo paulista, Fernando Haddad (PT) afirmou hoje que, ao contrário do que fez o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o presidente Lula (PT) não protege o filho Fábio Luís Lula da Silva das investigações conduzidas pela Polícia Federal envolvendo o seu nome.

“Vazamento inquérito é crime”. Haddad afirmou que qualquer vazamento de informações de um inquérito que corre na Justiça sob sigilo é crime e deve ser investigado. “Tanto é que o ministro André Mendonça abriu inquérito para investigar o vazamento”, disse. O petista ainda destacou que Lula não substituiu o ministro da Justiça, o delegado-geral da PF nem o delegado responsável pelo inquérito. “Ele não fez o que Bolsonaro fez para proteger os filhos”, afirmou em relação a Lulinha. O filho mais velho do presidente é investigado em três inquéritos que miram suposto tráfico de influência e corrupção em prol de empresas junto ao governo federal.

“A economia paulista está patinando”. Assim como tem repetido nas agendas externas, Haddad criticou a condução de Tarcísio sobre as contas públicas. Segundo o petista, a “economia paulista está patinando” e é importante que o eleitor conheça melhor os dados públicos para tomar sua decisão em primeiro ou segundo turno. “A economia de São Paulo está crescendo 0,4%, 0,5% contra 2, 2,3% do país. É importante que o eleitor de São Paulo, o cidadão de São Paulo, possa conhecer esses dados e cobrar qualquer que seja o governo eleito do dia 4 de outubro”, disse.

Pesquisas ainda mostram muita diferença entre elas. Ao comentar os resultados das mais recentes pesquisas — que apontam ser possível uma vitória em primeiro turno do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos)—, o petista ressaltou que há diferenças significativas entre elas, mas reconheceu que a disputa, por ora, não o tem favorecido. De acordo com a última pesquisa Datafolha, Tarcísio venceria a disputa se a eleição fosse hoje em primeiro turno, com 52% dos votos válidos.

“Não nego que essa seja uma eleição difícil, mas não disputo eleição em função de sua facilidade ou dificuldade. Nosso papel é transformar esse período de 50 dias no melhor aprendizado possível para todos nós.” afirmou Fernando Haddad.

*Com informações de Uol