
Há um ano, o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV-Ufam), administrado pela rede HU Brasil, criou o Centro de Pesquisa Clínica e Inovação Tecnológica da Amazônia (CPCITA), um passo decisivo para fortalecer a ciência e a assistência na região Norte. Atualmente, a unidade integra 630 pessoas, entre pesquisadores, estudantes, pacientes e profissionais de saúde em iniciativas que conectam inovação tecnológica, pesquisa clínica e assistência.
Hoje, o CPCITA coordena nove projetos ativos, com 105 pesquisadores liderando pesquisas nas mais diversas áreas da saúde, como doenças cardiovasculares, neurológicas, infectologia, terapia intensiva, inteligência artificial aplicada à saúde e monitoramento clínico por dispositivos vestíveis.
Para o superintendente do HUGV, Plínio Monteiro, o centro representa mais do que um espaço dedicado à produção científica. “O centro de pesquisa se tornou um ambiente de construção coletiva, reunindo pesquisadores, profissionais da saúde, estudantes e instituições parceiras em torno de um objetivo comum, que é desenvolver conhecimento capaz de melhorar a vida das pessoas e fortalecer o Sistema Único de Saúde”, disse.
Pesquisa conectada à realidade da Amazônia
Um dos estudos em andamento investiga os efeitos da alimentação cardioprotetora brasileira adaptada para pacientes com hipercolesterolemia familiar, condição genética que causa níveis elevados de colesterol no sangue desde o nascimento. Outro avalia o uso do medicamento biperideno na prevenção de epilepsia em pacientes com trauma cranioencefálico. Há ainda pesquisas sobre infecções causadas por microrganismos resistentes em unidades de terapia intensiva e estudos voltados ao uso racional de antibióticos em pacientes internados.
Os projetos são desenvolvidos em parceria com instituições nacionais de referência e reforçam o papel estratégico do HUGV-Ufam/HU Brasil na produção científica voltada à melhoria da assistência prestada no SUS.
“Nosso objetivo sempre foi aproximar a pesquisa da assistência e transformar conhecimento científico em soluções concretas para os pacientes, pensar a Amazônia a partir das suas especificidades e produzir ciência conectada à realidade da nossa população”, destacou o gerente de Ensino e Pesquisa, Raymison Monteiro.
Tecnologias na assistência
Além da pesquisa clínica, o CPCITA vem se destacando no desenvolvimento de tecnologias inovadoras aplicadas ao cuidado em saúde. Uma das frentes mais promissoras envolve estudos com inteligência artificial e dispositivos vestíveis, como smartwatches e smart rings, capazes de auxiliar no monitoramento e na predição de condições clínicas.
Também está em desenvolvimento um estudo voltado à avaliação do monitoramento não invasivo da pressão intracraniana em emergências neurológicas, a partir de um sensor externo (Brain4Care), buscando ampliar alternativas tecnológicas aplicáveis ao SUS.













