A rotina de chuva em Manaus tem exposto um problema antigo na Escola Estadual Getúlio Vargas, localizada na rua Marciano Armond, s/n, bairro Cachoeirinha, zona Sul da capital. Há 12 anos lecionando na unidade, o professor Erick Farias decidiu formalizar denúncia sobre a falta de cobertura e de passagem segura entre os blocos da escola. A situação que, segundo ele, coloca alunos em risco e compromete o acesso à merenda escolar.
A escola, com 600 alunos, é dividida em dois blocos físicos distintos: o bloco superior, onde funcionam as turmas do Ensino Fundamental 1, e o bloco inferior, destinado ao Ensino Fundamental 2. O problema, de acordo com o professor, está justamente na ligação entre esses dois espaços.
“Não há uma cobertura ou passagem adequada entre os blocos. Quando chove, os alunos precisam atravessar a céu aberto, enfrentando chuva forte e piso escorregadio”, relata.
Escada vira ponto crítico
O acesso entre os blocos é feito por uma escada externa. Em períodos de chuva intensa, a área acumula água e forma verdadeiras poças, transformando o trajeto em um ponto de risco.
Segundo o professor, já houve registros de quedas de estudantes no local. “Forma um lago na escada. As crianças escorregam. É uma situação recorrente e perigosa”, afirma.
A ausência de drenagem eficiente e de cobertura expõe os alunos não apenas à chuva, mas também a possíveis acidentes, o que preocupa professores e responsáveis.
Outro impacto direto da falta de estrutura é o acesso à alimentação escolar. A cantina está localizada no bloco superior. Assim, estudantes do bloco inferior precisam subir a escada e atravessar a área descoberta para conseguir merendar.
Em dias de chuva forte, muitos acabam deixando de se alimentar adequadamente para evitar o trajeto sob temporal. “Tem aluno que prefere não subir por causa da chuva ou do risco de cair”, relata o docente.














