
Dois adolescentes de 17 anos, estudantes de uma escola de Porto Alegre, desenvolveram um dispositivo portátil que utiliza uma base de dados de sinais de pele para identificar possíveis indícios de melanoma e outros cânceres de pele com uso de inteligência artificial.
O aparelho, batizado de SkinScan, pesa aproximadamente 500 gramas e é equipado com uma lente, uma tela touchscreen e um minicomputador, montados em uma estrutura em formato de pistola produzida em impressora 3D.
A lente registra 12 fotografias em sequência de um sinal ou lesão de pele, e um microprocessador faz a análise com base em um banco de dados que conta com mais de 10 mil imagens de tumores benignos e malignos, extraídas de portais médicos, entidades de pesquisa e do ISIC (International Skin Imaging Collaboration), portal voltado a ampliar o acervo digitalizado de imagens de câncer de pele.
A ideia surgiu em maio, quando professores do laboratório de robótica do Colégio João Paulo I uniram dois interesses de pesquisa distintos.A estudante Fernanda Gib tinha uma pesquisa em desenvolvimento sobre cânceres de pele, ainda teórica, mas sem uma aplicação prática.
A estudante Fernanda Gib tinha uma pesquisa em desenvolvimento sobre câncer de pele, ainda em cunho teórico, mas sem uma ideia prática. Ela se uniu ao colega Arthur Duval, que estava desenvolvendo um robô para inscrever na Olimpíada Brasileira de Robótica.
A parceria originalmente seria para inscrição na olimpíada, mas os alunos procuraram o laboratório para propor um projeto paralelo que envolvesse câncer de pele e inteligência artificial.
Em uma conversa com o professor Giovane Irribarem de Mello, que coordenou o projeto no Laboratório de Robótica, chegou-se à ideia de um equipamento que usaria câmera e IA para identificar câncer de pele.
Arthur diz que o equipamento foi pensado como uma ferramenta complementar para triagens médicas.













