
Com o início do ano letivo, um acessório presente na rotina de crianças e adolescentes precisa de atenção redobrada. O transporte excessivo de livros e materiais na mochila pode provocar dores, fadiga muscular e alterações posturais, principalmente em corpos ainda em desenvolvimento. Observar seu peso e a forma de uso no dia a dia é uma medida simples, mas essencial para prevenir problemas musculoesqueléticos e garantir um retorno às aulas mais seguro e saudável.
De acordo com o ortopedista da Hapvida, Luiz Antonio Peixoto Ferrão, do Serviço de Cirurgia da Coluna Vertebral do Hospital São Francisco, cinco sinais ajudam a identificar quando a mochila está acima do peso adequado. “Dores nos ombros, dores na região dorsal, dores de cabeça, fadiga muscular e marcas das alças nos ombros são indicativos de sobrecarga”, explica.
Segundo o especialista, a orientação mais aceita atualmente é que esse item não ultrapasse 10% a 15% do peso corporal do estudante. “Crianças menores devem carregar até 10% do próprio peso. Já os adolescentes podem chegar a 15%. Essa recomendação é respaldada pela American Academy of Pediatrics”, destaca Ferrão. O médico ainda orienta o uso da mochila com as duas alças ajustadas.
Erros comuns que prejudicam a postura
Além do peso excessivo, a forma de uso do acessório também influencia diretamente a saúde da coluna. Entre os erros mais frequentes estão:
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usar a mochila em apenas um dos ombros;
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deixá-la abaixo da linha lombar;
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não ajustar corretamente as alças;
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caminhar longos trajetos com carga excessiva;
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manter uma rotina sedentária.












