Capa da revista The Economist exibe Trump em urso polar - Foto: Reprodução / The Economist
A revista britânica The Economist publicou na quarta-feira (21) uma capa com uma montagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sem camisa e montado em um urso polar, em referência ao interesse declarado do líder estadunidense pela Groenlândia e às tensões recentes envolvendo Europa e Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
A imagem remete a uma montagem amplamente compartilhada nos últimos anos com o presidente russo Vladimir Putin, também sem camisa e montado em um urso, que se transformou em um meme político global.
Com o título “O verdadeiro perigo representado por Donald Trump”, a reportagem da The Economist aborda a busca do presidente estadunidense pela Groenlândia e os desdobramentos do posicionamento, especialmente na relação com aliados europeus.
A publicação cita falas de Trump durante o Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, afirmando que o presidente “mostrou-se quase conciliador”. Segundo a revista, apesar de exigir a propriedade da ilha, Trump “abandonou as tarifas, descartou o uso da força e, posteriormente, saudou uma nova ‘estrutura’ e um possível acordo”.
Ao divulgar a capa nas redes sociais, a The Economist escreveu que “a crise da Groenlândia traz lições para todos os países” e que “os aliados dos Estados Unidos precisam se preparar para um mundo em que estarão sozinhos e a Otan não existirá mais”.
Crise da Groenlândia
O interesse de Trump pela Groenlândia não é recente. A polêmica começou em 2019, durante seu primeiro mandato, quando o então presidente dos Estados Unidos declarou publicamente a intenção de “comprar” o território autônomo, que pertence ao Reino da Dinamarca.
Na época, a fala provocou reação imediata de autoridades dinamarquesas e groenlandesas, que classificaram a ideia como absurda e reforçaram que a ilha não estava à venda.
Neste ano, o presidente estadunidense voltou a pressionar pela tomada do território dinamarquês. Ainda nesta quarta-feira (21), durante seu discurso em Davos, Trump afirmou que não usará força militar para tomar a Groenlândia, embora tenha classificado o território autônomo dinamarquês como um “interesse fundamental de segurança nacional” dos Estados Unidos. O presidente defendeu negociações imediatas para discutir o que chamou de “aquisição” da ilha.
No mesmo pronunciamento, elevou o tom ao falar sobre Europa e OTAN, dizendo que “apenas os Estados Unidos podem defender a Groenlândia”. Segundo Trump, “nenhuma nação ou grupo de nações está em posição de garantir a segurança da Groenlândia, exceto os EUA”.
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