Felipe Junior, ex-animador do Boi Garantido - Foto: Reprodução / Redes Sociais

Felipe Júnior, ex-animador do Boi Garantido, foi preso preventivamente ontem suspeito de estuprar uma criança de 10 anos em Manaus.

Estupro ocorreu quando a criança tinha seis anos. Ela contou em depoimento não gostar de Felipe depois de ele “ter praticado atos libidinosos contra ela durante um final de semana em que esteve na residência dele”.

A garota não contou à mãe sobre o crime na época. A delegada Mayara Magna informou que ela disse ter tido medo na ocasião e alegou à genitora que se machucou em algum lugar e, por isso, estaria chorando.

A mãe da vítima encontrou a conversa da criança com Felipe. Ela temeu que novos abusos sexuais pudessem acontecer e procurou imediatamente a delegacia.

Felipe alegou em interrogatório que achava estar conversando com a mulher e não com a criança. Ele responderá por estupro de vulnerável na modalidade física e virtual. O UOL também tenta localizar a defesa dele. O espaço segue aberto para manifestação.

A Associação Folclórica Boi-Bumbá Garantido disse ter desligado imediatamente o homem do quadro de animadores. Em nota, a instituição disse que não mantém mais “qualquer vínculo artístico, funcional ou institucional” com ele. Além disso, repudiou os fatos envolvendo Felipe.

A violência sexual contra a mulher no Brasil

No primeiro semestre de 2020, foram registrados 141 casos de estupro por dia no Brasil. Em todo ano de 2019, o número foi de 181 registros a cada dia, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Em 58% de todos os casos, a vítima tinha até 13 anos de idade, o que também caracteriza estupro de vulnerável, um outro tipo de violência sexual.

Como denunciar violência sexual

Vítimas de violência sexual não precisam registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde, mas o exame de corpo de delito só pode ser realizado com o boletim de ocorrência em mãos. O exame pode apontar provas que auxiliem na acusação durante um processo judicial, e podem ser feitos a qualquer tempo depois do crime. Mas por se tratar de provas que podem desaparecer, caso seja feito, recomenda-se que seja o mais próximo possível da data do crime.

Em casos flagrantes de violência sexual, o 190, da Polícia Militar, é o melhor número para ligar e denunciar a agressão. Policiais militares em patrulhamento também podem ser acionados. O Ligue 180 também recebe denúncias, mas não casos em flagrante, de violência doméstica, além de orientar e encaminhar o melhor serviço de acolhimento na cidade da vítima. O serviço também pode ser acionado pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

Legalmente, vítimas de estupro podem buscar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para tomar medicação de prevenção de infecção sexualmente transmissível, ter atendimento psicológico e fazer interrupção da gestação legalmente. Na prática, nem todos os hospitais fazem o atendimento. Para aborto, confira neste site as unidades que realmente auxiliam as vítimas de estupro.

*Com informações de Uol