A lei federal nº 15.100/2025, que restringiu o uso de celulares nas escolas, completou um ano de vigência nesta terça-feira (13). A legislação foi criada com o objetivo de minimizar as distrações no ambiente escolar, fomentar o foco nas atividades pedagógicas e coibir o uso inadequado de dispositivos eletrônicos pelos alunos.
Para avaliar os resultados dessa medida, o Ministério da Educação ( MEC) do Brasil realizará uma pesquisa nacional no primeiro semestre de 2026. O estudo buscará entender como a lei tem sido implementada nas diversas redes de ensino e quais efeitos iniciais ela tem produzido no cotidiano escolar.
O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que os impactos da lei têm sido positivos, com alunos mais engajados e interativos durante as atividades educacionais.
“A gente sabe que, talvez, uma das mais importantes medidas que nós tomamos em 2025 no Brasil foi restringir o uso do celular nas escolas. O brasileiro passa, em média, nove horas e treze minutos em frente a uma tela. Nós somos o segundo país do mundo que fica o maior tempo na frente de uma tela. Isso é um prejuízo muito grande para crianças e adolescentes, isso causa ansiedade, isso causa déficit de atenção, isso causa transtornos, distúrbios mentais. Portanto, celular apenas para o uso pedagógico dentro da sala de aula. O que nós queremos é que o espaço de escola seja um espaço de aprendizagem”, ressaltou.
A Lei nº 15.100/2025 surgiu em meio à crescente preocupação com os impactos do uso excessivo e sem controle de celulares nas escolas.
Estudos nacionais e internacionais indicam que a hiperconectividade intensifica distrações em sala de aula, agrava questões de saúde mental e compromete o ambiente escolar.
Dados do Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes ( Pisa) reforçam esse cenário, no qual, mostram que 80% dos estudantes brasileiros afirmam ter dificuldade de concentração nas aulas de matemática devido ao uso do celular.
As constatações também apareceram na consulta participativa “O que crianças e adolescentes têm a dizer sobre telas?”, realizada pelo Instituto Alana, pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e pelo Governo do Reino Unido, que reuniu relatos sobre como o uso desregulado de dispositivos interfere diretamente nos processos de aprendizagem.














