O presidente Lula e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva - Foto: Fabio Rodrigues- Pozzebom / Agência Brasil

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais informou que o desmatamento caiu em 2025 na Amazônia e no Cerrado, os maiores biomas do País.

Na comparação com 2024, a redução foi de 8,7% na Amazônia, com uma área de 3.817 km² sob alerta de desmatamento, e de 9% no Cerrado, com 5.369 km².

Foi o segundo ano seguido com queda nos registros em ambos os biomas. Ainda assim, o total de vegetação perdida nos dois em 2025 foi de 9.186 km².

Em 2022, sob a gestão de Jair Bolsonaro (PL), o desmatamento superou 12.479 km² nesses biomas. Em 2023, o índice caiu pela metade. Já em 2024, a redução foi de 19%.

Os números se referem às áreas identificadas pelo sistema de monitoramento do Inpe sob alerta de desmatamento, um indicador que antecede a confirmação do corte raso da vegetação e que orienta ações de fiscalização do poder público. Os resultados representam um alerta precoce, mas os números consolidados vêm de outro sistema, o Prodes.

Liderança no desmatamento

O Inpe mostra que o desmatamento na Amazônia segue concentrado em algumas unidades da Federação. Mato Grosso “liderou” os alertas ano passado, com 1.497 km², quase metade do total. É o terceiro maior volume da série histórica iniciada em 2015 e marca um aumento de quase 60% frente a 2024.

Em seguida aparecem Pará, com 979 km², e Amazonas, com 721 km². Apesar de continuarem entre os estados com maiores áreas sob alerta, ambos melhoraram na comparação anual, com quedas de 36% e 9%, respectivamente.

Nos alertas do Cerrado, o “líder” é o Maranhão, com 1.190 km², seguido por Tocantins, com 1.133 km², e Piauí, com 1.005 km². Os três integram a região conhecida como Matopiba, fronteira agrícola marcada pela expansão do agronegócio e historicamente associada a elevados índices de supressão de vegetação nativa.

Pelo terceiro ano seguido, a área desmatada no Cerrado, que ocupa aproximadamente 24% do território brasileiro, é maior que na Amazônia, que cobre cerca de metade do País.

*Com informações de Carta Capital