O fazendeiro alemão Michael Stücke e seu rebanho de carneiros gays no projeto Rainbow Wool - Foto: Reprodução / Instagram @rainbowwoolofficial
Carneiros que não acasalam com fêmeas costumam ser enviados para o abate. Mas um fazendeiro alemão decidiu salvá-los e formou o que ele chama de “o primeiro rebanho de carneiros gays do mundo”. As informações são do jornal britânico The Guardian.
Michael Stücke é o responsável pelo projeto, chamado Rainbow Wool (Lã Arco-Íris na tradução em português). Fazendeiro com 30 anos de experiência, ele mantém a fazenda desde o ano retrasado, na cidade de Löhne, na Alemanha.
Estudos mostram que até 8% dos carneiros machos são “orientados para machos”, segundo o The Guardian. Esse comportamento, porém, não é bem visto pela maioria dos fazendeiros, que esperam reprodução.
Identificar corretamente a orientação sexual do animal pode ser complicado e até mesmo polêmico. “Qualquer um pode simplesmente dizer: ‘Ei, eu tenho um carneiro gay, mas o que fazemos é observar o comportamento deles’, disse Michael ao The Guardian.
“Alguns carneiros basicamente montam em tudo, seja fêmea ou macho. Isso não qualificaria como ser um carneiro gay. Isso qualificaria como ser dominante. Mas se um carneiro consistentemente se recusa a acasalar com uma ovelha fêmea, esse é o sinal de que você sabe que ele prefere outros carneiros.” disse Michael Stücke, ao The Guardian.
O rebanho hoje conta com 35 carneiros, e a fazenda tem lista de espera. Os animais podem ser apadrinhados, e alguns ganharam nomes curiosos inspirados em celebridades, como Prince Wooliam (Prince William), Jean Woll Gaultier (Jean Paul Gaultier) e Madonna.
Como surgiu a ideia
Foi conversando com sua amiga e parceira de negócios Nadia Leytes que Stücke teve a ideia do Rainbow Wool. “O que podemos fazer para não mandá-los todos ao abatedouro?”, perguntou.
“Meu coração bate pelos fracos e oprimidos em geral. Sou gay e conheço os preconceitos, especialmente na agricultura.” disse Michael Stücke, ao The Guardian.
A solução do Rainbow Wool é comprar esses carneiros diretamente de outros criadores, pagando mais que o valor do abatedouro, e usá-los só pela lã. A matéria-prima vai para uma fábrica na Espanha, e os lucros são doados para causas LGBTQ+.
I Wool Survive
Em novembro do ano passado, o projeto ganhou destaque na moda: a lã desses carneiros foi usada em uma coleção de peças de tricô e crochê chamada “I Wool Survive”, criada pelo designer americano Michael Schmidt, colaborador da Chrome Hearts, e patrocinada pelo app de namoro gay Grindr.
O desfile aconteceu em Nova York, com looks inspirados em arquétipos gays, como marinheiro e entregador de pizza. A ideia era dizer que a homossexualidade é natural no reino animal e não uma “escolha”.
“Eu realmente quis enfatizar o gay. Vejo isso como um projeto de arte. Está vendendo uma ideia mais do que uma coleção de roupas, e a ideia que está vendendo é que a homossexualidade não é apenas parte da condição humana, mas do mundo animal. Isso desmente o conceito de que ser gay é uma escolha. É parte da natureza.” afirmou Michael Schmidt, ao New York Times.
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