
O presidente Lula comentou e repudiou os ataques à Venezuela. Sem citar os Estados Unidos, ele disse que os bombardeios e a prisão de Maduro e sua esposa “ultrapassam uma linha inaceitável”.
Ataque é “afronta gravíssima” à soberania da Venezuela, afirma Lula. Segundo o brasileiro, ação é “mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.
“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.” disse Lula, em publicação no X.
Presidente brasileiro diz que ação ameaça a preservação da região “como zona de paz”. “Lembra os piores momentos da interferência na política América Latina e Caribe”
Lula ressalta que condena ataque de hoje assim como casos recentes em outros países. “A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, finaliza.
Em dezembro, Lula ligou para Maduro
No início de dezembro, Lula conversou com o presidente da Venezuela por telefone. O telefonema não foi divulgado previamente pelo Planalto nem constou na agenda oficial.
O principal assunto da conversa foi a “paz na América do Sul e no Caribe”, segundo o Planalto. O diálogo foi revelado pelo jornal O Globo e confirmado pelo UOL. Ainda segundo a Presidência, foi uma conversa rápida.
Há duas semanas, Lula havia alertado para o risco de “catástrofe humanitária”. Sem citar nominalmente os EUA, ele fez discurso lamentando interferência externa na América do Sul. “Uma intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária para o hemisfério e um precedente perigoso para o mundo”, disse o presidente.
Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
Atacar países, em…
— Lula (@LulaOficial) January 3, 2026












