Entrevista coletiva de Carlo Ancelotti - Foto: Reprodução / CBF
O técnico Carlo Ancelotti classificou como “uma boa aula” a derrota de virada por 3 a 2 para o Japão, nesta terça-feira (14), depois de a seleção brasileira estar vencendo por 2 a 0. O treinador italiano lembrou que a equipe fez uma boa partida contra a Coreia do Sul, quando goleou por 5 a 0, e um bom primeiro tempo contra a seleção japonesa.
“Não muda nossa ideia do que temos que fazer. Foi uma boa aula essa noite. Há coisas que precisamos aprender, sobretudo na segunda parte. Precisamos de equilíbrio. A equipe jogou bem contra a Coreia (do Sul), jogou bem a primeira parte (contra o Japão) e jogou muito mal a segunda parte “, analisou Ancelotti.
“É um processo. Na Copa do Mundo temos que ter equilíbro. A equipe não era campeã da Copa do Mundo depois (da partida) da Coreia (do Sul). Hoje tivemos os erros na segunda parte. O erro maior foi não ter boa reação depois do primeiro gol.”
Falha de Fabrício Bruno
Ao contrário do que costuma acontecer no futebol brasileiro, Ancelotti não desconversou sobre a falha de Fabrício Bruno e citou o zagueiro do Cruzeiro, que teve participação direta nos dois primeiros gols do Japão.
“O jogo de hoje até o erro de Fabrício (Bruno) estava bem controlado. Eu tenho muito claro o que aconteceu. A equipe caiu mentalmente depois do primeiro erro. Esse foi o maior erro da equipe. A atitude não era boa no segundo tempo. O erro afetou demais.”
O que mais Ancelotti falou:
Erro individual pode custar vaga na Copa?
“Os erros individuais não afetam a presença dos jogadores na equipe. A avaliação que nós temos que fazer é (sobre) a reação depois do primeiro erro, que não foi boa porque perdemos equilíbro no campo, boa atitude, pensamento positivo. Ai, como eu disse, foi uma boa aula para o futuro.”
Adversário
“O Japão jogou muito bem a segunda parte. Colocando mais pressão na nossa equipe. Tivemos mais dificuldade na saída da bola. E o Japão aproveitou as oportunidades.”
Clima no vestiário
“Tudo bem não. Quando não ganha e perde tem incômodo. Todo mundo se incomoda. Nesse sentido, não gosto de perder, nem os jogadores. Temos que aprender com essa derrota, como sempre no futebol.”
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